Recentemente entrevistamos Joseph Fiennes e perguntamos um pouco sobre o filme Risen (Ressurreição), que conta a história da ressurreição de Jesus através de um ponto de vista cético. Clavius e Lucius fazem parte do exército romano e são encarregados da tarefa de investigar o que aconteceu após a crucificação de Jesus, para acabar com os boatos que ele seria filho de Deus e evitar uma revolta em Jerusalém.

 Oi, como você está? Nós não assistimos o filme Risen ainda. O que podemos esperar do filme?

Risen fala sobre confrontar uma situação e também fala sobre segundas chances. Existe redenção no caminho de Clavius, o qual está na indústria da morte, e conhece o homem o qual matou e é perdoado. E todos nós sabemos como é fazer uma decisão ruim, mas a ideia de que podemos ser perdoados por isso é uma coisa maravilhosa que não tem de ser religiosa.

Enquanto estava filmando, qual foi sua cena favorita de gravar? E qual a mais difícil?

Eu estava fascinado em aprender como o Exército Romano funcionava. O seu estilo de luta era rentável, brilhantemente orquestrado e letal. Eles lutavam ombro a ombro, escudo a escudo. Tinha um aspecto cirúrgico para isso, o que era bem encaixado em termos de dureza da mente de Clavius.
Muitas das cenas finais tem a ver com os elementos: céu e água. Kevin filmou isso lindamente e pegou a presença divina da natureza. Invés de algo fantástico, as cenas, para mim, pareciam espirituais.

 Com foi a experiência de conhecer o Papa? Vi que você e Maria Botto conheceram ele em Roma, foi sua primeira vez visitando o Vaticano?

É uma vez na vida que alguém consegue, não só celebrar um filme em Roma como também visitar o Vaticano e até conhecer o Papa, e eu me senti muito sortudo.
Papa Francisco é um cavalheiro e eu o admirava apenas pelas manchetes, eu senti que ele é moderno e tem uma voz muito precisa na Igreja Católica, mas nada poderia me preparar para conhece-lo de verdade. Em um olhar imediato e só olhando em seus olhos você registra que ele é um homem que é profundamente conectado espiritualmente e autêntico, para ser honesto eu acho que chorei como um bebê…

Você aprendeu algo com seu personagem Clavius que ficara guardado com você para sempre?

Eu acho que o que eu fiz me ligou e se tornou uma parte consciente e receptiva de mim, em um nível profundo, precisa ser recordado.

Como foi assistir o filme quando completo? O que surgiu em você assistindo o filme pela primeira vez?

Eu amo a direção, os outros atores, a produção… Foi autêntico e me fez sentir como se tivesse sido pegado pelo pescoço e caído na Judeia e achei que a trajetória de Clavius foi comovente e sutil, com uma mudança complexa. Nada estava acima do céu e eu acreditei nisso.

Eu sei que você é um grande fã do Kevin Reynolds, como foi trabalhar com ele nesse projeto?

Kevin é um veterano e é alguém que eu confio 100%. Ele é imensamente colaborativo, e eu me senti muito seguro e feliz perto dele.

Eu vi que o filme se passa por um ponto de vista não-religioso. E é uma coisa bem incomum. O que você acha que o público vai aprender quando assistir ao filme?

Eu achei que eu estava lendo um filme num cenário dos tempos bíblicos. Eu amei isso pela ideia de que nós deveríamos ver a história da crucificação, ressurreição e ascensão de Cristo. Isso é algo que alguns podem conhecer muito bem, e outros podem conhecer um pouco. Eu estava certo de que o público poderia não gostar do meu personagem no começo, mas afinal, ele é um homem honesto e mesmo que você não goste do jeito que ele opera, sendo tão condicionado ao militarismo romano, Clavius tem senso de humor, o que é algo sensível. Espero que o público consiga se conectar e seguir com ele em sua trajetória.

 

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