Crítica – Ilha dos Cachorros

O novo filme do Wes Anderson estreia amanhã (19/07) nos cinemas

“Ilha dos Cachorros” conta a história de Atari Kobayashi, um garoto japonês de 12 anos de idade. Ele mora na cidade de Megasaki, sob tutela do corrupto prefeito Kobayashi. O político aprova uma nova lei que proíbe os cachorros de morarem no local, fazendo com que todos os animais sejam enviados a uma ilha vizinha repleta de lixo. Mas o pequeno Atari não aceita se separar do cachorro Spots. Ele convoca os amigos, rouba um jato em miniatura e parte em busca de seu fiel amigo. A aventura vai transformar completamente a vida da cidade.
A animação em stop motion é uma grande homenagem ao Japão, tanto que muitas vezes os personagens falam em japonês e não tem nenhuma legenda, deixando apenas subentendido o que cada um deles falou. Tanto pela cultura, tanto por alguns cenários, o filme permite que o espectador se sinta dentro daqueles lugares e questiona a quem assiste qual seria sua reação diante de uma lei como aquela na vida real.
Mesmo quem não têm um cachorro ou qualquer animal de estimação em casa se afeiçoou por cada cachorro que teve que ir forçadamente para o lixão. Embora a ilha esteja lotada de cães, Atari teve ajuda de cinco em particular: Chief (Bryan Craston), Chief (Edward Norton), King (Bob Balaban), Duke (Jeff Goldblum) e Boss (Bill Murray). Junto com seus novos amigos caninos, o menino vive grandes aventuras para encontrar seu cachorrinho, o primeiro que foi levado à ilha. Cada ator que dá voz aos cachorros consegue desenvolver uma personalidade para cada animal, inclusive a interação entre eles é um dos pontos altos do filme, rendendo até umas cenas bem engraçadas.
A trilha sonora também é muito bem trabalhada no longa, assim como a edição de som, que dá o tom necessário para cada cena em particular, podendo deixar quem assiste tenso ou ansioso rapidamente. Um dos únicos pontos fracos do filme são as personagens femininas: as cachorras que aparecem servem apenas para ser par romântico dos machos, sem nenhum outro propósito ou função na trama. A menina americana que está fazendo intercâmbio até começa a ser desenvolvida, mas chegando no terceiro ato estragam sua trajetória dando um final apressado.
Apesar dos poucos defeitos, “Ilha dos cachorros” consegue emocionar e surpreender com seu final caloroso até o menos fã do diretor Wes Anderson, que entrega mais um filme sensível e encantador para os seus fãs e para quem nunca ouviu falar dele. E se você é um amante de cachorros, com certeza irá amar esta animação.

 

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