O fenômeno global volta ao Brasil depois de 13 anos

Uma das maiores produções de todos os tempos, o musical já foi visto por mais de 140 milhões de pessoas em 35 países. A nova montagem estreia para o público no dia 2 de agosto, os ingressos estão a venda no site da Tickets For Fun. Confira cinco motivos para não perder o musical que quebrou o recorde de apresentações na Broadway:

1) Números musicais marcantes

As 6 notas iniciais da música tema de “O Fantasma da Opera” é a referência mais conhecida em musicais, até para quem não gosta. A música por si já é suficiente para causar arrepios, mas a emoção de assistir ao vivo Christine sendo seduzida pelo Fantasma enquanto ele lhe apresenta o seu mundo, não pode ser comparada.

O conjunto dela com “Music of the Night” que é conduzida pelo final da música tema, entregam mais de 10 minutos de Fantasma seduzindo não só a protagonista, como também qualquer pessoa ouvindo.

“All I Ask of You” é também uma das canções mais populares do musical. Essa canção é tão popular, que em 1989 ela ganhou uma versão em português apresentada por Emílio Santiago e Verônica Sabino, muito antes da própria obra chegar no Brasil. A música ainda compôs a trilha sonora da novela “Tieta”. O relacionamento de Christine e Raoul é tão cativante, e um pouco clichê, que isso faz com que essa canção seja um tema representativo de casais apaixonados.

“Masquerade” é o único momento em que vemos todo o elenco junto cantando como um conjunto. A música é apresentada num baile de máscaras, como uma grande celebração de todos os membros da Opera Populaire. Definitivamente um dos momentos mais caracterizados do musical, onde temos a certeza que não faltara muita animação e brilho. Todos os personagens mascarados, é uma espécie de provocação ao Fantasma, que mesmo com sua máscara, nunca foi aceito pela sociedade.

“The Point of no Return” provavelmente a canção menos conhecida da nossa lista, mas que é bem marcante no conjunto da obra. Na música, vemos Christine cedendo ao Fantasma pela última vez, e como o próprio mascarado diz: “além do ponto sem volta”. Uma das canções mais carregadas do musical, cai como uma bomba de ansiedade, suspense, pena e emoção.

2) Figurinos deslumbrantes

Ambientado na França no século XIX (mais precisamente, em 1881), não seria possível criar um espetáculo sem roupas bufantes e escandalosas. Se adicionarmos que a história se passa dentro da Opera de Paris, as roupas se tornam mais significativas ainda.
O espetáculo conta com 230 figurinos e 111 perucas que são quase um próprio show além do musical. Nas cenas de opera (spoiler: existem 3 óperas dentro do musical – Hannibal, Il Muto e Don Juan Triumphant – todas fictícias) os vestidos usados por Christine e La Carlotta (ambas são apresentadas como Prima Donna, em diferentes momentos) são o que diversas mulheres procuram ao escolher um vestido de noiva.
O figurino das meninas do ballet, o icônico vestido preto da Madame Giry, distinguem e destacam.
Para descrever as roupas do mocinho Raoul, a melhor descrição vem de uma fala do próprio Fantasma: “Garoto insolente, esse escravo da moda”.

E obviamente, não podemos deixar de lado a própria máscara do Fantasma, usada junto com roupas pretas e uma capa, que o tornam um misto de apavorante e apaixonante.

3) Maior produção

Com orçamento de aproximadamente R$43 milhões, a superprodução quebrou mais um recorde com a sua chegada no Brasil. O Fantasma da Opera é o espetáculo com a maior arrecadação da Lei Rouanet até hoje, conseguindo R$28,6 milhões devido a uma recente alteração na lei. O valor parece exorbitante mas se encaixa no projeto que prevê que o musical fique em cartaz por duas temporadas. Como referência, “Wicked” que foi outro grande sucesso da produtora T4F, arrecadou R$18 milhões com a lei de incentivo.

Além do tempo em cartaz, outra justificativa para o valor é o cenário, que além de nos apresentar um musical, também apresenta três óperas, e a estrutura da Opera de Paris além do palco.
Se esses números não foram o bastante, a gente tem mais: O cenário conta com 7.700 metros de tecidos nas cortinas, 281 velas, 15 manequins em tamanho real, 10 candelabros e 1 elefante em tamanho real. O famoso lustre que é quase um personagem a parte conta com 75.025 lâmpadas.

4) Baseado em fatos reais

Oficialmente, o musical de Andrew Lloyd Webber (também responsável por musicais como Cats, Evita e Jesus Cristo Superstar) é baseado no romance do autor francês Gaston Leroux.
Porém o próprio Leroux se baseou em diversos acontecimentos do século XIX para criar a sua obra. Essas histórias foram passadas de boca a boca há mais de 100 anos e não existem registros oficiais delas (apenas um, vamos chegar lá), mas é possível encontrá-las fuçando bastante na internet.
Em 1896, durante uma apresentação de “Helle'” na Opera de Paris, um incêndio no telhado gerou uma explosão que fez com que dois contrapesos que sustentavam o lustre, cada um com 700kg, caíssem sobre a plateia, matando um expectador, e deixando diversos feridos. O acidente foi noticiado no jornal “Le Figaro” datado em 21 de maio de 1986.

“Fantasma” não é o nome do personagem. Seu nome oficial é Erik.
Existiu um homem que vivia nos túneis subterrâneos da Opera (E o lago também existe, e ainda é possível fazer um tour online por ali), as historias diferem em seu nome (que alguns dizem que realmente era Erik) e como ele foi parar ali. Com a popularização do romance de Leroux, muitas histórias foram passadas de boca em boca a respeito do que realmente aconteceu e do que era ficção.
Talvez um dia encontrem uma caixa de música no subsolo da Opera, entre outras coisas que alimentem a nossa sede de informação.

5) Glamour

Todo o contexto do musical gera um glamour tanto na história, como na peça em si. A palavra “opera” não costuma agradar a todos, e o que se deve esperar do musical é o glamour que existe em operas tradicionais há séculos. Porém o ritmo das músicas, a forma como a história é contada, e a personalidade dos personagens conseguem abranger um público bem maior.
O cenário de uma casa de ópera com luxuosos camarotes e um lustre que todos desejam levar pra casa (O lustre merecia um tópico único, porém resolvemos manter isso em aberto para que vocês se deixem levar pela imaginação e se surpreendam ao vê-lo ao vivo).
Mas não se assustem com a palavra “glamour”, vocês não precisam leva-la ao musical, mas é garantido que o musical a levará até você. O teatro é um lugar receptivo que abriga desde moletons e tênis, como vestidos e ternos. Afinal, não tem como olhar para os lados quando a peça começa.

 

O espetáculo está em cartaz no Teatro Renault com sessões às quartas, quintas e sextas, às 21h; aos sábados, às 16h e 21h; e aos domingos, às 15h e 20h.

O musical é apresentado pelo Ministério da Cultura e Grupo Bradesco Seguros; tem patrocínio master de Bradesco; patrocínio de EMS e Cielo e apoio de Vivo, B3 e IRB Brasil RE.

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